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domingo, 6 de julho de 2008

A VOZ FEMININA DE FLORBELA ESPANCA


Florbela Espanca nasceu no Alentejo, em Vila Viçosa, a 8 de Dezembro de 1894.
Filha ilegítima de uma "criada de servir" falecida muito nova, foi registada como filha de pai incógnito, marca social ignominiosa que haveria de a marcar profundamente, apesar de ter sido educada pelo pai e pela madrasta, Mariana Espanca. Estudou em Évora, onde concluiu o curso dos liceus em 1917. Mais tarde vai estudar para Lisboa, frequentando a Faculdade de Direito. Colaborou no Notícias de Évora e foi, com Irene Lisboa, percursora do movimento de emancipação da mulher.
Os seus três casamentos falhados, assim como as desilusões amorosas em geral e a morte do irmão, Apeles Espanca, a quem era fortemente ligada, num acidente de avião, marcaram profundamente a sua vida e obra.
Em Dezembro de 1930, agravados os problemas de saúde, sobretudo de ordem psicológica, Florbela pôs fim à própria vida a 8 de dezembro, em Matosinhos. O seu suicídio foi socialmente manipulado e, oficialmente, apresentada como causa da morte, um «edema pulmonar».
Embora sua notoriedade tenha vindo a partir de sua poesia, Florbela produziu também uma obra em prosa, composta por contos e por um diário que antecedeu sua morte.
Com a sua personalidade de uma riqueza interior excepcional, escreveu os seus versos com uma perturbação ardente, revelando um erotismo feminino transcendido, pondo a nu a intimidade da mulher, dando novos rumos à consciência literária nascida de vivências femininas.


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