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segunda-feira, 7 de julho de 2008

Laboratório Poético IV

Volmar Camargo Junior


Poetrix



MONÓLOGO

“abre aspas
Tenho dito.
fecha aspas”


FILA

“Ama
o teu próximo como a ti mesmo.”
— Ok. Próximo!



MODERAÇÃO

“Cu”, tudo bem.
“Merda”, também.
“Amor”, eu hein?


MITO

O que é, não sei.
Nunca vi, nem senti.
Mas existe.


GATA NO CIO

Manhosa
Dengosa
Goza.



RAPOSA

Era uma vez uma raposa
Conheceu um raposo
E acabou o conto de fadas.



UNIÃO

Sol e chuva, casamento de viúva
Chuva e sol, casamento de espanhol
Arco-íris, não tem casamento?




VADIAGEM

É manhã.
É dia.
E daí?



VERMINOSE

Estranhas estranhas
Entrando em tantas
Entranhas.



DOCE NOSTALGIA

Leite condensado, caramelizado
Com flocos crocantes
Coberto com o delicioso sabor do passado.



TRISTE PROBLEMA MENSAL

Irrompeu fúria, rasgou vestidos,
Derrubou pratos, quebrou mobília
Hormônios da mãe, hormônios da filha.







Poesia concreta


A pirâmide

Tudo
constrói
O mundo aqui.
O mundo lá, levanta-se
Para ver o que aqui acontece.
Aqui nada acontece há tanto tempo
que era melhor mesmo que o outro mundo
viesse para cá e terminasse com tudo de uma vez.
Manda chamar o outro mundo que esse aqui já deu!














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