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domingo, 1 de setembro de 2019

sahir em acatalepsia

diabruras
ecclesiasticas,
conspira ao cárcere
a corôa afflicta:
se baixar a voz
em tyranna brandura
o império se esguia
na palermice
das indagações.
melhor assim:
desver as cousas
degradantes da tardança
habitadas no discurso,
ao burguês-níquel
a via-láctea
embrulhada
no porco-a-porco.
quantos golpes indispensáveis
para a vanguarda
dos prestígios?
d’ella o altruísmo
para com sendeiros,
jagunços e algozes.
aos escribas,
operários e mães-do-corpo
a mamata
dum óbolo passadista:
constituir em sede
o grassar do nada.
a exumação da foice
à estética do cuidado:
roçar a cabeça
do milico
para o sonho
em esperança,
martelar
a insurreição
o quanto for necessário
até os exgottados
erguerem-se além
da perversa apathia:
evangelizar o lar
com a cholera christã.
urge retomar o pecado
contra o abysmo
dos nobres contratos,
o punho cerrado
esmagando o cinismo
dum vergonhoso ordenado.

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Bruno Bossolan
Nasci em 25 de junho de 1988 e resido em Capivari, interior de SP. Sou Cronista e Redator do Jornal O Semanário. [www.osemanario.com.br] Autor dos Livros: N(ó)stálgico (Poesias, 2011 - Paco Editorial) - Barbáriderna (Poesias, 2012 - Editora Penalux), com participação também em mais de 10 antologias poéticas. Autor da Peça Teatral “Destroços do Martírio” (apresentada no Mapa Cultural de SP na cidade de Porto Feliz – 2008/2009).
todo dia 01


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