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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Inibição daquilo que deveria expandir até o estouro

constantemente
tenho acumulado
catástrofes
no invés
da aziaga reintegração
animalesca

mitigar
a inexaurível afinidade
entre a aberração conclamada
e o desconcerto regido
pelo perdão volúvel
caracterizou-se
na inibição daquilo
que deveria expandir até o estouro

- a efervescência
da deturpada castidade
anestesiou-me
adepto da dissonância -

atômica cicatrização
subsidiando a senilidade
às cinzas da intemporal
sobrevivência estralejada

- sendo esse mau agouro
desamparado
venho constringindo
as aspirações efluentes -

amortalhado
pela nociva intercessão
terrificante
exilei-me esclerótico
dos pulmões divinos

- irônico intumesço
os confins nefários
no peito dedicado
ao abominável surto -

molambo-encosto
parasitando
o epífito gérmen
regado
pelo quimérico néctar

- abandono-me
à inexatidão não tocada -

o fadário ostracismo
do eu-entulho
permanece excretando
frágeis acanhos

antibiose vingada
nas ruas que se ressentem
por me carregar
feito um espantalho emporcalhado.

[Mikael Aldo]


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Bruno Bossolan
Nasci em 25 de junho de 1988 e resido em Capivari, interior de SP. Sou Cronista e Redator do Jornal O Semanário. [www.osemanario.com.br] Autor dos Livros: N(ó)stálgico (Poesias, 2011 - Paco Editorial) - Barbáriderna (Poesias, 2012 - Editora Penalux), com participação também em mais de 10 antologias poéticas. Autor da Peça Teatral “Destroços do Martírio” (apresentada no Mapa Cultural de SP na cidade de Porto Feliz – 2008/2009).
todo dia 01


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