HELENA FEBRIL

Suava.

Seus poros emanavam
não apenas líquido
que em vão tentavam retirar
do corpo
o calor excessivo.

Fluíam também
olhares-de-sereia.

Era imprescindível amar.

A febre ansiava
barro para forjar um corpo varão
e dele
de sua costela
sair mulher.

Comentários

  1. Achei ótimo esse poema. Os termos fortes nos versos deram um tom de sexualidade que eu adoro nos textos.

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  2. Oi, Marcelo!

    Obrigado pelo elogio. Quem bom que tem gostado do nosso trabalho.

    abraços

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