No dia marcado, foi com
seus colegas de faculdade à grande marcha pela descriminalização da maconha.
É uma escolha pessoal;
não a dele, mas certamente não do Estado. Além disso, tinha lido muito sobre o
assunto: há diversas culturas indígenas que utilizam não só a maconha, e até mesmo a folha da coca, em rituais sagrados, em transes que remontavam a
milênios. E ele sempre se entusiasmou com a sabedoria popular e milenar dos povos pré-colombianos.
Ora, pensou, o
governo poderia taxar a droga, ao torná-la legal. Afinal, não é isso que
vem sendo feito com a indústria tabagista, alimentando o Estado com altos
impostos, às custas da ignorância da população, que consome seus produtos reconhecidamente
tóxicos e mortais?
E foi assim que, no mesmo dia, ao voltar para casa, assinou uma petição pelo banimento da indústria tabagista.
E foi assim que, no mesmo dia, ao voltar para casa, assinou uma petição pelo banimento da indústria tabagista.
Um exercício indutivo de lógica bem construído em prosa.
ResponderExcluirObrigado, Cinthia
ResponderExcluirArgumentos lógicos que nem sempre conseguem impor-se como sensatos à avaliação dos legisladores.
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