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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Foz

Era um menino tão nada
Aquele

Pezinho de barro
Descalço no aterro
Erro de pai e mãe
Reza de vô e vó

Fiapo de gente
Palpava a estrada
Vozinha esgarçada
Rogando desculpa
Os braços gravetos
Cingindo o sustento

Mas um quê de sublime havia
Nele

Algo que não se ensina
De alguma forma o movia

Ele acreditava
No estudo
Na lida
Na arte
Leitura da vida

Iluminava o caminho de esforço
E ia

Qualquer desdita perpasse
Nada corrói sua graça

Orgulho de pai e mãe
Grato ao menino que foi

Qual foz
Qual deus

Um homem bem tudo
Tornou-se


Maria Amélia Elói

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