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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Aguiar ConDor

Uma Águia invadindo o céu de um Condor,
Com dor não lhe querendo ver jamais,
A guiar seu retorno à paz após a dor.

Seu carinho entre nossas mãos que brincam,
Sua boca querendo errar meu rosto em minha boca,
Olhos infindáveis de fraterno e não incestuoso amor.

Condor a sonhar distante e forte corvo,
Enlaça os braços na frágil e pura águia,
Transferindo-lhe sua dor, desejos e mágoas.

Depois a amizade e o coração transpirando,
Os hormônios nossos corpos ricocheteando,
Num beijo louco ao estrondar das águas.

Mas nem aquela areia e brisa em nossa pele,
Estrelas, lua e néons na praia de nossas poesias,
Fez-me esquecer que eu só te quero amiga,
E a distante amiga não consigo esquecer.

Voa distante e perto, águia pequenina.
Só entrega tua vida a quem vida te dá;
Só ames o pássaro que te quer amar.

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